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BVD e IBR

bvd-img3Diagnóstico Sanitário do Rebanho: Mais vantagens com a mesma amostra.

A Associação Paranaense de Criadores de Bovinos da Raça Holandesa (APCBRH) apresenta a todos os associados, produtores e indústrias um serviço pioneiro no país, que agrega mais valor à amostra de leite recolhida todo mês. O diagnóstico sanitário do rebanho, realizado com testes baseados na plataforma ELISA (ensyme-linked immunosorbent assay), é capaz de identificar as principais doenças de impacto econômico na atividade leiteira:

Diarreia Viral Bovina (BVD)

A diarreia viral bovina (BVD) é uma doença causada por vírus que pertence à família Flaviriridae gênero Pestivirus, causa importante impacto econômico na atividade leiteira. A doença instalada no rebanho pode ocasionar sintomas reprodutivos como: abortos, natimortos, má formação fetal e absorção embrionária. Além dos sintomas reprodutivos a doença também pode levar os animais a um quadro de imunossupressão, abrindo portas para outras doenças e ainda diminuir a produção de leite e aumentar a células somáticas.
Para entender bem a doença é preciso entender suas fontes de infecção e suas principais vias de transmissão.

Fontes de infecção

Transitoriamente infectados: São animais que entram em contato com o vírus e eliminam o vírus no ambiente por até 15 dias. Em animais não gestantes e com boa imunidade em 70% a 90% dos casos a infecção tem um aspecto subclínico. Nos animais gestantes podem ocorrer os sintomas reprodutivos descritos acima.

Persistentemente infectados: São animais procedentes de mães que tiveram contato com o vírus entre 40 a 120 dias de gestação. Nesta fase da gestação o sistema imune não se encontra completamente desenvolvido podendo desencadear o surgimento de animais imunotolerantes ou persistentemente infectados (PI). Estes animais são uma fonte importante de transmissão viral para os animais susceptíveis, pois são eles os responsáveis pela manutenção do vírus no rebanho. Calcula-se que mais de 95% das infecções pelo vírus da diarréia bovina vírus tenha origem a partir de animais persistentemente infectados. A presença de animais PI altera significativamente a dinâmica da infecção na população. A presença destes animais no rebanho desencadeia uma epidemia de abortos em um determinado momento e, de acordo com o ciclo do vírus, estes episódios passam a ser mais esporádicos com o passar do tempo. Com a retirada dos animais PI do rebanho, a dinâmica de transmissão é modificada substancialmente e a reincidência de casos de aborto surge a cada dois ou três anos. Embora muitos dos animais PI nascidos serem aparentemente saudáveis, é freqüente o aparecimento de uma doença altamente fatal caracterizada por uma diarréia profusa freqüentemente seguida de erosões na mucosa digestiva destes animais.

Muitos animais PI, no entanto, não desenvolvem esta enfermidade e persistem por toda a vida infectada num estado de viremia constante eliminando continuamente o vírus para o meio ambiente mesmo sem nenhuma sintomatologia clínica.

bvd-img4A presença do vírus predispõe estes animais a outros microorganismos oportunistas comprometendo assim a sua sobrevivência no primeiro ano de vida. Cinquenta por cento dos animais PI morrem antes dos doze primeiros meses de vida. Este aumento de susceptibilidade a estes agentes parece estar relacionado com um mecanismo de imunossupressão diferente do encontrado em animais imunocompetentes. Além desta inibição causada pelo vírus, a imunidade passiva também fica comprometida em razão de uma queda mais acentuada do nível de anticorpos de origem materna transmitidos via colostro em relação aos bezerros imunocompetentes.

As principais vias de eliminação do vírus são: secreções nasais, saliva, sangue, fezes e urina. O vírus também já foi isolado a partir do sêmen, secreções uterinas e placenta. O vírus é transmitido de forma horizontal através da ingestão ou inalação de partículas virais, através de fômites e contato direto com seres humanos. A transmissão vertical pode ocorrer transplacentariamente.

Em rebanhos onde os animais não tiveram nenhum contato prévio com o vírus, desprovidos de qualquer tipo de imunização, podem ocorrer surtos esporádicos com altas taxas de aborto após a infecção inicial.

Passos para o controle e erradicação

1º Passo:

Para o controle desta doença e muito importante que se realize um monitoramento sorológico dos animais. Este monitoramento pode ser feito através de amostras do tanque da propriedade ou de soro sanguíneo por
amostragens de acordo com o número de animais por lote, com o objetivo de verificar a “PRESENÇA DE ANTICORPOS”.

E de suma importância que a propriedade monitore o nível de anticorpo para BVD mensalmente no rebanho.

Após a verificação nos níveis de anticorpos do rebanho e importante que se realize um levantamento minucioso levando-se em consideração a data da última vacinação e níveis de anticorpos encontrados para futuros planos de ações.

EXEMPLO: No gráfico abaixo demonstro 11 resultados de amostras de tanque de leite com valores de titulação para BVD acima do ponto de corte (0,2). A propriedade deste exemplo vacina anualmente todos os animais da propriedade. As amostras para a avaliação do nível de anticorpo foram coletadas 1 mês antes da vacinação ou seja com 11 meses da ultima data de vacinação. No caso esperam-se níveis de anticorpos mais baixos no final do período vacinal. Com esses resultados demonstra que a propriedade tem indícios de circulação viral e presença de animais Persistentemente Infectados (PIs).

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Nota explicativa: O ponto de corte é o valor de referência, ou seja, acima de 0,2 o rebanho é considerado positivo e abaixo de 0,2 o rebenho é considerado negativo. Deve-se levar em consideração o calendário vacinal da propriedade, pois se a propriedade vacinar para BVD, espera-se valores A/P acima do ponto de corte.

2º Passo:

Eliminar os animais Persistentemente Infectados (PI). Inicia-se a procura dos animais PIs pelos animais jovens, coletando cartilagem da orelha e realizando    o    diagnóstico    através    de    “PESQUISA    DE   ANTIGENO”.

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Este serviço também esta sendo realizado pelo laboratório de diagnóstico da APCBRH.
Com a eliminação dos PIs do rebanho irá diminuir a carga viral de BVD, essa e a medida mais importante para controle da doença.

Medidas de biossegurança a serem tomadas na propriedade

 

check-icon MONITORAMENTO MENSAL DE ANTICORPOS PELA AMOSTRA DO LEITE;
check-icon TESTAR ANIMAIS ANTES DE ENTRAR NA PROPRIEDADE;
check-icon CONTROLE DE VISITANTES E VETERINÁRIOS SEM DESINFECÇÃO DE BOTAS E MACACÕES;
check-icon MONITORAMENTO DO ESQUEMA E VACINAÇÃO;
check-icon IMPLANTAÇÃO DE UM PROGRAMA DE VACINAÇÃO;
check-icon CONTROLE DE VEICULOS E /OU ACESSOS.

A APCBRH TAMBÉM REALIZA TESTES PARA RINOTRAQUEÍTE INFECCIOSA BOVINA (IBR), ATRÁVES DE AMOSTRAS DE TANQUE DE LEITE E SORO DE ANIMAIS INDIVIDUAIS.

check-icon Manual de Coleta

check-icon Requerimento de Amostras